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Palabras clave: 'Tortura'.
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Documento

Amicus Curiae Agosto 9 2017 Centro de Derechos Humanos AUWCL

Macarena Sáez
| American University Washington College of Law

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Artículo

El combate contra la tortura desde la trinchera internacional

Ana Micaela Alterio
2017

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Tesis

É isto uma mulher? Disputas narrativas sobre memória, testemunho e justiça a partir de experiências de mulheres-militantes contra a ditadura militar no Brasil

Fernando Da Silva Cardoso
2019 | Pontifícia Universidade Católica do Río de Janeiro

Na presente tese são abordadas as disputas semânticas idealizadas por
mulheres que militaram contra a ditadura militar no Brasil em seus requerimentos
de anistia encaminhados à Comissão de Anistia do Ministério da Justiça brasileiro.
De modo específico, interessam os significados discursivos que permeiam a
significação da memória, do testemunho e da justiça. Assim, o objetivo geral desta
investigação consiste em compreender em que medida é possível considerar que as
disputas narrativas idealizadas por mulheres-militantes em requerimentos de anistia
feitos à Comissão de Anistia brasileira apresentam novos pressupostos à reflexão
sobre a memória, o testemunho e a justiça. As narrativas analisadas fazem parte de
um conjunto de trinta e oito requerimentos de anistia categorizados e sistematizados
a partir de uma pesquisa documental no acervo da Divisão de Arquivo e Memória
da referida Comissão. Os achados da pesquisa em torno da categoria ‘memória’
denotam que as mulheres-militantes consideram as experiências de injustiça não
como um objeto passivo da história, mas que irrompe o próprio ato de re-memorar.
É denominada, a partir das narrativas, a dimensão arquetípica da memória, a qual
media o registro sensível, ao passo que fixa o ponto de vista das mulheres sobre os
acontecimentos. O agenciamento discursivo que é acionado pelas mulheres remete
à luta contra o progressismo e pela consideração do sofrimento. Ainda, que o
retorno discursivo à experiência de injustiça mesma reflete a ética em relação ao
passado e introduz a noção de narrativasexperiências enquanto uma
microlinguagem e abertura para a significação filógina da violência política. As
reflexões em torno da ‘memória’, nas narrativas das mulheres-militantes, são
finalizadas ao conjecturar a rememorialização como um ato de citação. Quanto às
questões que perfazem a significação do ‘testemunho’, a narrativa das mulheres
demarca o ato de ‘narrar-se’ nos requerimentos como um éthos discursivo
gendrificado que localiza semanticamente a experiência traumática. Os processos
de ‘despersonalização de gênero’ revelam uma topologia narrativa da violência em
contraste com a categoria gênero, destacada a partir de alguns marcadores
discursivos. A tortura é assumida pelas mulheres-militantes enquanto um
dispositivo de captura de gênero e problematizada a partir dos regimes de saber
médico e psíquico identificados nos excertos. As enunciações presentes nos
testemunhos também fabricam uma ontologia do corpo-narrativa a partir de três
principais projeções: o ‘corpo-instrumento’, o ‘corpo-implicado’ e o ‘corpolascivo’. No tocante à ‘justiça’, as mulheres-militantes aludem às permanências da
dinâmica meramente procedimental da ‘justiça’ e as estratégias de insurgência
discursiva forjadas na proposição dos requerimentos de anistia. Questionam a
institucionalização de suas narrativas de injustiça e a necessidade de construírem
um vocabulário que se adeque à lógica burocrática da Comissão. Interrogam sobre
‘o que (não) cabe nos requerimentos de anistia’ a partir de elementos de coerência
que insistem na centralidade das narrativas de injustiça. Por fim, o status de verdade
que as mulheres-militantes assumem revela uma conotação terapêutica, uma
verdade-narrativa, alegórica. Frente à mera procedimentalidade, as mulheres
aludem à narrativa de injustiça enquanto um acontecimento sensorial.

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Artículo

Repercussões da prática de tortura no Brasil à luz da justiça de transição e do direito internacional dos direitos humanos

Fernando Da Silva Cardoso, Alex Bruno Feitoza Magalhães
2018

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Artículo

Ditadura, Tortura e Violências de Gênero no Brasil: Reflexões Interseccionais a partir da Narrativa de Cecília Coimbra

Fernando Da Silva Cardoso, Maria Rita Barbosa Piancó Pavão
2019

Neste estudo são analisados marcadores da violência de gênero contra a mulher no período da ditadura militar brasileira. Através da análise crítica do discurso da narrativa de Cecília Coimbra, fundadora do “Grupo Tortura Nunca Mais/RJ” e vítima sobrevivente do regime, problematiza-se os recortes intersecionais e de colonialidade presentes neste universo de violências. Os resultados alcançados neste estudo apontam que as violências perpetradas contra as mulheres pelos órgãos de repressão do Estado Ditatorial Brasileiro, além de se fundarem politicamente no combate às manifestações contra-regime, transpareciam violências baseadas no gênero e pautadas nas construções sexistas vigentes no sistema patriarcal. Embora esse entendimento parta primariamente da vivência de apenas uma das diversas mulheres que passaram por esses órgãos, o depoimento de Cecília Coimbra é dotado de potencialidade capaz de abrir caminho para a identificação de diversas outras violências institucionalizadas durante o Estado de exceção brasileiro, a depender dos sujeitos e das suas subjetividades.

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Artículo

Como la cigarra: Notas sobre violencia sexual, jurisprudencia y Derechos Humanos

Violeta Canaves
2011

Este trabajo intenta explorar la construcción jurisprudencial de la violencia sexual como violación a los derechos humanos. Con este fin, a la luz de herramientas conceptuales propias de teorías feministas, se relevará especialmente jurisprudencia sobre violencia sexual perpetrada con alguna complicidad o participación estatal, de tribunales internacionales e interamericanos de derechos humanos, así como también sentencias de los juicios por delitos de lesa humanidad cometidos en la última dictadura militar argentina. A pesar de la tendencia a equiparar la violencia sexual en general y la violación en particular con actos de tortura, se defenderá la tesis que sostiene el carácter autónomo de los crímenes sexuales, en tanto mejor estrategia para la consolidación de los derechos humanos de las mujeres.

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Tesis

"Discriminación por sexualidad en el derecho internacional de los derechos humanos, con especial referencia a la discriminación por orientación sexual e identidad de género"

Ximena Andrea Gauché Marchetti
2011 | Universidad Autónoma de Madrid

La elección del tema de la Tesis fue fruto de una importante reflexión y entronca con el deseo de la autora de considerar los nuevos temas que están en la realidad de los derechos humanos en el siglo XXI y que han recibido poca atención de la doctrina especializada. Entendiendo que hoy ya no sólo son parte de la agenda de derechos humanos los temas ¿clásicos¿ como la libertad de expresar distintas opiniones políticas, garantizar igualdad en el acceso a servicios básicos o erradicar definitivamente toda forma de tortura o trato cruel, inhumano o degradante, se estimó necesario abrir espacios desde la academia para analizar las nuevas realidades de la vida humana que exigen ser miradas en clave de derechos y que entroncan en buena medida con problemas tristemente cotidianos de derechos humanos.

En ese marco, la tesis analiza los desarrollos normativos e institucionales en la no discriminación, concretamente aplicada a cuestiones que son proyección y parte de la idea de sexualidad humana: la orientación sexual y la identidad de género.

La pregunta descriptiva inicial de investigación a partir de la que se ha hace girar el estudio fue: ¿Qué concepción de la sexualidad humana tiene el Derecho Internacional de los Derechos Humanos? A partir de ella surgieron otras con el curso de la investigación, de carácter más comprensivo en muchos casos y que tienen que ver con las razones de la concepción que se tiene de la sexualidad en el mundo juídico internacional de los derechos humanos.

Sobre la pregunta inicial se previó como objetivo general conocer y analizar los desarrollos normativos e institucionales, comprendiendo los jurisprudenciales, que se refieren a diversos aspectos de la sexualidad desde la protección contra la discriminación por sexo que promueve el Derecho Internacional de los Derechos Humanos, sumado a algunos objetivos específicos que se describen en el trabajo.

Como hipótesis de inicio están las siguientes: 1. Mientras en la vida humana se ha producido una evidente evolución de la expresión sexo y lo que ello denota para la identificación de un individuo; en el Derecho Internacional Público no se han producido los desarrollos normativos, institucionales y jurisprudenciales adecuados para cubrir de manera conforme al paradigma de protección internacional de los derechos humanos de carácter subsidiario, una discriminación que se funde en un tratamiento desigual por razón de algún aspecto vinculado a todo lo que se relaciona con el sexo y la sexualidad de una persona.

2. Cuando se habla en el lenguaje jurídico internacional de los Derechos Humanos que se han producido avances en la lucha contra la discriminación por sexo se trata principalmente de avances en la protección de los derechos de la mujer pero no de una protección efectiva de las discriminaciones en materia de derechos vinculados a la sexualidad en perspectiva amplia.

La Tesis trata así de responder si el Derecho Internacional de los Derechos Humanos, tanto en el plano universal como en los planos regionales, dispone de un sistema de protección que sirva para dar una respuesta eficaz y satisfactoria a los problemas de discriminación que sufren algunas personas por razón de su sexo, su identidad de género o su orientación sexual, siguiendo el método cualitativo de investigación y utilizando como técnica el análisis documental y estudio de fuentes secundarias.

En cuanto al ámbito de estudio, el objeto ha sido abordado de modo principal desde el punto de vista del Derecho Internacional Público por lo cual se analiza esencialmente la dimensión jurídica de la no discriminación por sexualidad y no otros alcances o impactos como los económicos, sociales o culturales, por ejemplo, que pueden no obstante ser mencionados en algunos casos a modo de ilustrar mejor el fenómeno de lo jurídico. En esta dimensión a su vez el estudio se hace específicamente desde el punto de vista del Derecho Internacional de los Derechos Humanos, excluyendo entonces el análisis desde otras ópticas jurídicas.

En su estructura, la tesis está dividida en cinco partes que corresponden a los capítulos que a su vez se agrupan en dos grandes partes. Cada capítulo a su tiempo cuenta con una introducción que buscar presentar antes de la lectura los tópicos que aborda y con unas breves reflexiones finales que se han hecho pensando en que, resguardando en cada momento la coherencia de todo el trabajo, pueda darse una lectura por separado a cada uno de ellos. Finaliza la Tesis con un apartado de conclusiones y propuestas.

La primera parte lleva por epígrafe ¿Una mirada sobre la Sexualidad Humana, el Derecho y los Derechos Humanos: Sexo, Identidad de Género, Orientación Sexual y Discriminación. Enfoques teóricos y recorridos jurídicos¿ y ella incluye los dos capítulos que constituyen el marco teórico sobre el que se ha trabajado la segunda parte. En el primero se aborda un estudio amplio de la sexualidad humana y en el segundo se busca el mismo propósito respecto de la idea de discriminación en derechos humanos.

Respecto del capítulo 1, aunque su nombre sea ¿Hacia una idea amplia de la sexualidad humana. Del concepto de sexo a la identidad de género y la orientación sexual¿ es una mirada inclinada hacia la psicología y la sociología, aún cuando también hay algunas breves y básicas aportaciones de otras disciplinas como la medicina, la biología, la religión o la antropología, estimadas necesarias para cumplir el objetivo de comprender, desde esta primera mirada, qué es en realidad la sexualidad.

El capítulo segundo, ¿La Discriminación en materia de Derechos Humanos. Un análisis de las desigualdades desde el punto de vista del Derecho¿, parte con un análisis de la igualdad como presupuesto para hablar de discriminación. Se analiza la distinción entre un concepto y las diversas concepciones de igualdad; el carácter relacional que va inmerso en la idea de igualdad; su complejidad en cuanto concepto relacional llegando a una concepción que sirva para entender su relación con la idea de no discriminación y como la igualdad se materializa en esta última, finalizando por la apreciación de la igualdad en el texto que da origen al Derecho Internacional de los Derechos Humanos. El segundo apartado de este capítulo busca precisar lo que es una simple y neutra distinción de una discriminación, analizando las diversas formas de discriminación y las llamadas ¿acciones positivas¿ como expresiones de cláusulas de no discriminación llegando a una idea genérica de ellas que supere las divisiones terminológicas que se observan en la doctrina sobre el tema, para dar luego al concepto de discriminación en el Derecho Internacional de los Derechos Humanos y las distintas cláusulas de no discriminación.

La segunda parte de la Tesis se estructura en tres capítulos bajo al epígrafe ¿Discriminación y Sexualidad en el Derecho Internacional de los Derechos Humanos¿.

El capítulo tercero lleva por título ¿Un repaso por la discriminación en el Derecho Internacional de los Derechos Humanos con una especial referencia a la discriminación por sexo¿ y a través del mismo se muestra la importancia que ha tenido el Derecho Internacional de los Derechos Humanos en lo que han sido los caminos de muchos individuos para terminar con las distinciones odiosas, injustificadas y faltas de razonabilidad que conforman jurídicamente una discriminación en sus derechos, tomando como un referente en esto lo que ha sido la evolución de este orden normativo en la historia de las mujeres y su histórica lucha por igualdad.

El capítulo cuarto, llamado ¿La Discriminación por Orientación Sexual e Identidad de Género en el Derecho Internacional de los Derechos Humanos. Análisis Normativo, Jurisprudencial e Institucional¿, contiene la recepción que el Derecho Internacional de los Derechos Humanos viene haciendo respecto de la situación que viven algunas personas que reivindican vivir una sexualidad diferente en su identidad de género o su orientación sexual y son discriminadas por pretender identificarse a sí mismas desde su vivencia particular de la sexualidad, con algunas referencias a dos derechos nacionales.

El capítulo quinto y final se llama ¿La importancia del soft law en el Tratamiento de la Discriminación por Orientación Sexual e Identidad de Género¿ y presenta, desde la realidad de ineficacia del Derecho Internacional de los Derechos Humanos especialmente en el mundo de la sexualidad, aquellos problemas que sustentan esta ineficacia en la práctica, relevando instrumentos importantes de ¿derecho blando¿ o soft law que se han desarrollado como forma de mejorar las debilidades de este orden normativo a la hora de regular ciertas situaciones que tienen que ver con la sexualidad humana.

Las conclusiones de esta Tesis están desarrolladas detalladamente y en forma enumerativa a partir de una conclusión general de base. Tras ellas se introducen ciertas ideas o propuestas de cambios, enumeradas sólo para los fines de la lectura.

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Capítulo de libro

Protección de derechos y deliberación judicial interna: el caso “bandera” y los inicios de las teorías contemporáneas sobre libertad de expresión

Francisca Pou Giménez
2018 | Tirant lo Blanch

El homenaje que se rinde en estas páginas es el resultado de una profunda
reflexión sobre las condiciones en las que el cambio social y jurídico ha sido
posible a partir de la notable aportación del ministro José Ramón Cossío Díaz
a la Suprema Corte de Justicia de la Nación. Durante los últimos años, se ha
advertido un dramático incremento de sentencias en materia de derechos
fundamentales en el país. Asuntos cuya discusión fue inimaginable en el pasado,
han sido activamente debatidos y resueltos por las y los ministros. Los autores
convocados se han dado a la tarea de narrar su propia percepción, desde el
espacio y la materia en que les tocó interactuar con el ministro Cossío, a fin de
presentar en este libro una imagen completa y ofrecer su perspectiva de cómo
diversas condiciones institucionales impulsadas bajo su liderazgo dieron lugar a
esa nueva actitud adoptada por la Suprema Corte.

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Documento

Protocolo de actuación para quienes imparten justicia en asuntos que involucren hechos constitutivos de tortura y malos tratos

Isabel Montoya Ramos, Miguel Sarre
2014

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Capítulo de libro

Violencia contra las mujeres como forma de tortura (Jurisprudencia interamericana)

Ximena Andrea Gauché Marchetti
2020 | Instituto de Investigaciones Jurídicas UNAM

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Artículo

Análisis de ciertos “acontecimientos” internacionales al amparo del estado actual de desarrollo de la Responsabilidad Internacional de los Estados por hechos ilícitos

Ximena Andrea Gauché Marchetti
2005

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Artículo

Ditadura, Tortura e Violências de Gênero no Brasil: Reflexões Interseccionais a partir da Narrativa de Cecília Coimbra

Fernando Da Silva Cardoso

En este estudio se analizan marcadores de la violencia de género contra la mujer en el período de la dictadura militar brasileña. A través del análisis crítico del discurso de la narrativa de Cecilia Coimbra, fundadora del "Grupo Tortura Nunca Más" y víctima sobreviviente del régimen, se problematiza los recortes interseccionales y de colonialidad presentes en este universo de violencias. Los resultados alcanzados en este estudio apuntan que las violencias perpetradas contra las mujeres por los órganos de represión del Estado dictatorial brasileño, además de fundarse políticamente en el combate a las manifestaciones contra-régimen, evidencian violencias basadas en el género y pautadas en las construcciones sexistas vigentes en el sistema patriarcal. Aunque este entendimiento parta primariamente de la vivencia de apenas una de las diversas mujeres que pasaron por esos órganos, el testimonio de Cecilia Coimbra está dotado de potencialidad capaz de abrir el camino para la identificación de diversas otras violencias institucionalizadas durante el Estado de excepción brasileño, los sujetos y sus subjetividades.

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Artículo

Ditadura, Tortura e Violências de Gênero no Brasil: Reflexões Interseccionais a partir da Narrativa de Cecília Coimbra

Maria Rita Barbosa Piancó Pavão, Fernando Da Silva Cardoso
2019

Neste estudo são analisados marcadores da violência de gênero contra a mulher no período da ditadura militar brasileira. Através da análise crítica do discurso da narrativa de Cecília Coimbra, fundadora do “Grupo Tortura Nunca Mais/RJ” e vítima sobrevivente do regime, problematiza-se os recortes intersecionais e de colonialidade presentes neste universo de violências. Os resultados alcançados neste estudo apontam que as violências perpetradas contra as mulheres pelos órgãos de repressão do Estado Ditatorial Brasileiro, além de se fundarem politicamente no combate às manifestações contra-regime, transpareciam violências baseadas no gênero e pautadas nas construções sexistas vigentes no sistema patriarcal. Embora esse entendimento parta primariamente da vivência de apenas uma das diversas mulheres que passaram por esses órgãos, o depoimento de Cecília Coimbra é dotado de potencialidade capaz de abrir caminho para a identificação de diversas outras violências institucionalizadas durante o Estado de exceção brasileiro, a depender dos sujeitos e das suas subjetividades.

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